Sobre
Entre fragmentação e integração
Uma história atravessada por rupturas e reconstruções.
A solidão ensina silêncio. A dor ensina profundidade.
Desde cedo, precisei aprender a sobreviver. Os livros foram meu primeiro abrigo simbólico: um lugar onde encontrei linguagem para o que ainda não tinha nome.
Busquei estabilidade. Busquei estrutura. Busquei respostas. Mas nenhuma conquista externa resolve uma fragmentação interna.
Foi atravessando minhas próprias rupturas que compreendi algo essencial: não se trata de eliminar partes de nós. Trata-se de integrá-las.
Essa é a base da minha atuação.
Um eixo claro.
Hoje, trabalho a partir de uma direção precisa: integração teórica, vivencial e emocional para o autoconhecimento de mulheres 35+.
Sem misticismo performático. Sem reducionismo técnico. Sem excessos acadêmicos que afastam o humano.
Profundidade com clareza. Sensibilidade com estrutura. Maturidade clínica.
Extremos produzem distorção.
Eu não pertenço a nenhum deles.
Técnica e alma não são opostas
De um lado, uma prática endurecida, excessivamente protocolar. Qualquer ampliação teórica ou simbólica é tratada como ameaça ao rigor técnico.
Do outro, abordagens que utilizam recursos subjetivos e simbólicos sem sustentação teórica, sem construção de caso, sem responsabilidade ética.
Minha atuação em psicanálise integrativa nasce de uma posição clara: uma clínica integrativa não é mistura. É maturidade.
O que a integração exige
Estudo profundo. Capacidade de sustentar raciocínio clínico. Consciência dos limites éticos da prática. Escuta atenta e sensível.
A verdadeira psicanálise integrativa acontece quando técnica e símbolo dialogam com fundamento. Quando bem conduzidas, essas dimensões não competem. Elas se fortalecem e ampliam a potência dos atendimentos terapêuticos.
O futuro é integrativo.